Passado-presente
Dentro da minha cabeça um monte de informação
Mas dentro do meu coração,
Não sai nenhuma ação.
É como se ele estivesse parado,
No tempo estagnado.
Não sei se parto ou se permaneço,
Não sei nem se quer se mereço
Esse tal apreço.
Sinto-me ainda no passado aprisionada
Estou, realmente, com a mão atada
Por aquele que nem sei se fui amada.
Como pode a gente querer esquecer
Um sentimento que insiste não envelhecer?
Ah, como eu queria um transplante de coração
Para enfim matar essa paixão
E esconder esse poema em baixo do colchão!
