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sábado, 28 de novembro de 2009

Menina das duas cabeças

Hoje eu estava na parada de ônibus e escutei uma estória meio louca. Uma menina chegou perto de mim e disse que estava muito confusa com o que tinha feito, como não a conhecia perguntei logo o que tinha acontecido afinal sou curiosa demais, não agüentaria ficar sem saber de tudo com os mínimos detalhes mesmo eu nem a conhecendo. Ela chorava e ficava olhando sempre para baixo, então tentei mudar de assunto porém ela queria mesmo que eu a escutasse. Contou-me que tinha nascido com uma doença ainda desconhecida, disse que nasceu com duas cabeças. Claro que eu não acreditei, no momento achei que ela era uma louca e escutei por piedade toda aquela fantasia. A menina disse que arrancou há pouco tempo a outra cabeça dela, pois em um momento de raiva notou que a outra cabeça só fazia se lamentar, chorar da vida e muitas vezes arrumava até encrenca por besteira, enfim esse lado da cabeça era puro drama. Então, decidiu arrancar para poder se livrar de todo o sofrimento entretanto esse lado da cabeça que ela escolheu ficar era totalmente radical, não tinha aquele sentimentalismo que a outra tinha. Ou era ou não era, não existia meio termo. Enfim, resumindo ela disse que agora não sabia o que fazer porque todo o colorido que ela via tinha mudado de cor para preto e branco pois até as cores faziam parte dos olhos da outra cabeça. A coitada lamentava muito e me jogou uma frase quando eu tentava ver o próximo ônibus que vinha para chegar logo em casa, disse: “às vezes pensamos que arrancar um ou dois galhos não influencia a árvore, mal sabemos que a raiz sente e responde a qualquer vento ou machado que ousar tocar na sua arvore.” Depois de toda essa conversa ela virou as costas para mim e foi embora, não disse nem o seu nome, nem nada. Aonde ela quis chegar com esse lengalenga todo eu sei, agora você não sei se sabe. Se não, espera que a vida vai te mostrar!

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